Do Rodeio ao Campo: Ouvindo o Cliente como na Arena de Barretos
- weaginnovation
- 26 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Você já parou para pensar que a Festa do Peão de Barretos é muito mais que música e montaria? Ali, no calor da arena, o público mostra de forma crua o que valoriza: proximidade, emoção, experiência. No agronegócio, o mesmo princípio vale — o produtor rural quer ser ouvido, reconhecido e atendido em suas necessidades reais, não em hipóteses de laboratório.
A inovação em P&D agrícola não começa no microscópio ou no código de um algoritmo de IA, mas na conversa de pé de cerca, na visita técnica, no “olho no olho”. Como lembra Clayton Christensen, o sucesso de um produto vem de resolver o job-to-be-done — o trabalho que o agricultor realmente precisa executar no dia a dia, seja reduzir perdas por Spodoptera frugiperda, otimizar o uso de NPK, ou aumentar a janela de plantio da soja.
A experiência de Barretos ensina que a intimidade com o cliente cria lealdade e gera insights. O público volta ao rodeio porque se sente parte da festa. O produtor voltará à sua solução se perceber que ela nasce de sua realidade, não de um PowerPoint. Em termos de desenvolvimento de mercado, isso significa validar hipóteses no campo, medir a market fit com dados agronômicos robustos e ajustar rápido: testar, aprender, pivotar.
👉 Sua ação prática: na próxima visita técnica ou feira agro, escute mais do que fale. Anote os problemas que os clientes descrevem em linguagem simples. Depois, traduza esses “causos” em hipóteses de produto. Prototipe, valide e só então escale. A inovação que transforma o agro nasce da mesma energia que lota a arena de Barretos: a conexão genuína com quem está na arquibancada — ou no talhão.







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